empatia (s.f)

substantivo feminino
  1. faculdade de compreender emocionalmente um objeto (um quadro, p.ex.).
  2. capacidade de projetar a personalidade de alguém num objeto, de forma que este pareça como que impregnado dela.

Empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo.

Como é difícil encontrar o sentimento de empatia nos dias de hoje, como é difícil compartilhar de sentimentos sem ouvir “e eu então? é porque você não sabe o que aconteceu comigo…”

Temos tanta dificuldade em ser empáticos que é natural sobrepor a nossa dor à do outro. A dor do do outro nunca é maior que a nossa, pelo menos não na nossa concepção egoísta enraizada no nosso dia a dia. É tão difícil sentir a dor do outro que escolhemos ignorá-la por não saber calar nosso ego e dar ouvido a outra alma que pede ajuda, por vezes, silenciosamente.

Estamos distantes uns dos outros em diversos aspectos: classe social, areas de interesse, profissão, gostos pessoais, local geográfico etc. Mas em uma coisa somos exatamente iguais: viemos do mesmo lugar. Voltaremos para o mesmo lugar. Então por que não viver esse intervalo amando, ouvindo, apoiando e crescendo em conjunto? Por que não nos unir em querer melhorar, aprimorar e fazer brilhar esse mundo que anda tão carente de atenção?

Somos iguais. Sofremos. Choramos. Perdemos. Ganhamos. E podemos olhar pro outro como se estivéssemos olhando no espelho.

 

 

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a maternidade real não está nas redes

Por mais legal que seja encontrar uma mãe que escreve um texto verdadeiro sobre os dramas da maternidade, ele jamais será 100% real. Por mais profunda que seja a reflexão sobre as perdas e ganhos na vida a dois (mãe e bebê), ela jamais será exatamente como as coisas se passam por dentro. Tentamos, o tempo todo, encontrar conforto nas palavras e na realidade do outro, pra ter aquele bom e velho sentimento de “ufa, não tô sozinha nessa.” Mas a verdade é que por mais real que seja a realidade do outro, ela jamais será a sua. A gente até pode postar uma foto do bebê acordado às 2:18 da manhã, mas ninguém saberá realmente o quão exausta estamos. Ninguém jamais saberá o quanto é difícil viver a maternidade sem uma rede de apoio, por mais MOM PWR que você seja.

Suas fraquezas são as de todas nos. Mas a sua realidade é só sua. Só você sabe onde o seu calo aperta. Mas não se cale, não deixe de buscar ajuda, não deixe de se “reforçar” em outras mulheres. Porque, por mais que a nossa realidade seja diferente, é bom demais saber que tamo todas no mesmo barco!

 

Com amor,

🌼

eu nunca saberei o que é estar na sua pele

Nunca saberei o quanto dói quando você ouve que não alcançou aquele objetivo. Nunca saberei como é trabalhar pesado durante 9 horas na sua empresa, com seu chefe e seus colegas de trabalho que mais parecem vilões na sua história. Nunca saberei o que é aguentar calado aquela brincadeira que você ri, mas na verdade te faz chorar no fim do dia. Nunca saberei o que é precisar esconder quem você realmente é por medo. Nunca saberei o que é passar horas ensaiando aquele discurso e travar na hora. Nunca saberei que é se frustrar com você mesmo. Nunca saberei o que é ter vontade de fazer algo e na hora desistir com medo de que não dê certo. Nunca saberei como é lidar com os palpites e críticas que você não queria ouvir. Nunca saberei o que é ter um defeito latente e ser lembrado constantemente do quanto ele é ruim. Nunca saberei o que é estar na sua pele.

Eu também já enfrentei muitas dessas situações (ou todas). Já tive dificuldade em reconhecer que cada um sente à sua medida. Já precisei sentar pra ouvir que não sou a única a sofrer no mundo. Mas eu nunca saberei o que é passar por tais coisas NA SUA PELE. Cada pessoa nesse mundo é única, em todos os aspectos. O que pra mim é uma faísca, para o outro pode ser um vulcão em erupção. E tudo bem. O que nos falta é empatia. Você sabe o que é empatia?

EMPATIA É O INTERESSE GENUÍNO PELO OUTRO.

É você não saber o que é estar na pele dele e, mesmo assim, se interessar em querer saber. É você fechar os olhos diante do espelho e enxergar quem está a sua volta, por dentro. É silenciar as vozes que te dizem que só você importa pra ouvir as vozes que pedem ajuda e socorro, silenciosamente.

Já sentiu empatia por alguém hoje?

Eu nunca saberei o que é estar na sua pele. Mas eu me importo. E estou a seu dispor.

Com amor,

🌸

 

p.s.: fiquem com essa música maravilhosa!

não se sente saudade pela metade

IMG_20180513_134122_079As coisas mudaram bastante desde que me tornei mãe. Tá bom, mudaram completamente, vai.
Já não frequento os mesmos lugares, nao tenho os mesmos amigos, nem os mesmos assuntos, nem os mesmos sonhos. Já não disponho mais de tempo livre, muito menos tempo só pra mim. Já não consigo terminar um livro em uma semana – na verdade não consigo nem começar um livro. Já não durmo mais uma noite inteira (às vezes nem metade). Já não sou mais a mesma de antes. Não tenho mais a atenção dos meus amigos como antes, nem os vejo com frequência. Alguns eu nunca mais vi, na verdade. Nunca mais mesmo. E me dói bastante pensar que estou distante de pessoas que estavam comigo diariamente, que essas pessoas nem ao menos conhecem minha filha pessoalmente. Não por falta de tentativa, mas por falta de esforço e, permita-me dizer, nao da minha parte. Essa foi uma das poucas coisas que não mudou. Estou permanentemente correndo atrás. E não tem problema, nao me arrependo por isso. Mas nem sempre é bom. Às vezes incomoda. Às vezes não dá. Às vezes eu deixo pra lá. Mas não completamente. Coração de mãe é expansivo, né? Não quer deixar ninguém de fora. Mas algumas pessoas não querem ficar. E eu deixo ir. E tá tudo bem.
Há dias em que a falta aumenta e as coisas ficam difíceis. Não se sente saudade pela metade. Mas tem dia que  basta um tempinho e a saudade passa.
Só quero pensar que de alguma forma marquei a vida de meus amigos positivamente, que quando olharem pra dentro de si me encontrem lá como alguém que podem contar e que contribuiu pra felicidade deles em algum momento.
Não importa o tempo que você vai permanecer na vida de alguém. Apenas certifique-se de que sua passagem não será vã e que as sementes deixadas produzam frutos bons e belas flores.

Mas há inúmeras coisas boas que a maternidade me trouxe. A maior delas é um amor que não se mede. Acordar ao lado de alguém que me tem como tudo. Eu nunca fui amada dessa forma. Ela sorri e beija minha mão. E acaricia meu rosto. E dorme no meu colo. E me ensina que nem todos os amigos do mundo seriam capazes de me dar o amor que ela, sozinha, me dá.

A vida é engraçada. A gente só vive pra aprender. E ser alguém melhor.

Viva intensamente. Seja algo bom. Ame muito. E sempre.

Com amor,

🌸

Encontro Deus em {parte 2}

Vivemos dias difíceis. Dias de notícias ruins, tristeza e saudade. Dias em que o amor se esfriou. Nesses dias é preciso se nutrir das lembranças e momentos bons que construímos ao longo das primaveras. É necessário ver Deus nos pequenos detalhes.

Há um tempão atrás escrevi um post sobre coisas, lugares e situações em que vejo Deus. Você pode ler clicando aqui. E logo depois convidei algumas pessoas a escreverem e mandarem fotos de onde elas encontram Deus. Foi legal demais ver a multiforme presença e graça de Deus, que está presente em todos os lugares.

Segue imagens e relatos de onde Deus está. ❤

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Obrigada a todos que contribuíram!

E você, onde encontra Deus?

 

Com amor,

 

a maternidade não é uma competição

Em todo lugar onde a gente vai sempre tem alguém que pergunta quantos meses Elisa tem. E quando eu respondo as reações são as mais variadas: “Nossa, parece que ela tem mais!” “Nossa, mas ela tá muito gordinha pra essa idade!” “Nossa, mas ela não engatinha ainda?” “Nossa mas filho de fulana andou com 10 meses”. E minha reação é sempre a mesma: “Sério? Que legal!”. Claro que nem sempre é o que eu quero dizer, mas é o que sempre digo.

Outro dia numa festa uma pessoa me perguntou quanto tempo a Elisa tinha e quando falei automaticamente ouvi: e ela não engatinha ainda??? Com certeza é por causa do peso. Certeza que o pediatra vai passar uma dieta pra ela.” Pasmem. A que ponto chegamos.

Uma coisa que me deixa muito, mas muito triste, é o fato de que as mães estão sempre numa constante competição. Que criança andou mais rápido. Que criança teve dente mais cedo. que criança falou primeiro. que criança teve sua primeira gripe. Me dá uma vontade enorme de dizer: EI! CALMA! A MATERNIDADE NÃO É UMA COMPETIÇÃO!” Tudo bem se seu filho ainda não corre, não fala dois idiomas e não anda de bicicleta aos dois anos de idade.

E o pior é que, às vezes, inconscientemente, entramos nessa pilha. “O que há de errado com meu filho? Na próxima consulta vou falar com o pediatra.” A resposta é simples: não há NADA de errado com nossos filhos. Cada criança tem o seu tempo. Paciência!

Insisto em dizer: cada criança tem o seu tempo. Calma. Paciência. Se Deus quiser seu filho vai andar, vai engatinhar, vai ter dentes, vai falar, e… vai crescer. E aí você e eu vamos sentir saudade de quando ele só queria colo, de quando o sorrisinho era banguela e a gente se derretia.

Respeite o tempo do seu bebê. Respeite seu desenvolvimento. Estimule-o mas não apresse as coisas. Tudo vai correr bem – e no tempo dele!

Com amor,

coisas que ela me ensinou

De uns tempos pra cá eu aprendi muito com ela.

 

Aprendi a respeitar cada milímetro do meu eu e de tudo que eu sinto. Aprendi a respirar fundo diante de situações difíceis e a pensar “vai passar”, e a repetir isso como um mantra. Aprendi também a entender melhor o outro. Aprendi que certas coisas podem esperar. Nem tudo é tão urgente como parece. Aprendi a valorizar os momentos de silêncio, e a amar mais ainda os momentos de barulhos de risada. Aprendi que o tempo voa e que tudo precisa ser vivido de forma intensa. Aprendi que queimar o arroz de vez em quando pra ficar mais um segundo ali vivendo algo bom não tem problema… Aprendi muito.

Aprendi a ver as coisas com outros olhos, a refletir sobre coisas simples e a amar o presente.

Aprendi a amar intensamente.

 

Coisas que ela me ensinou,

a vida.

eu tinha tudo pra dar certo

  1. Eu tinha tudo pra dar certo.

Emprego. Faculdade. Notas altas. um futuro brilhante pela frente. Dupla jornada, 5h de sono por noite. Vários ônibus por dia. o esteriótipo perfeito de um jovem futuramente bem sucedido.
Eu tinha tudo pra dar certo.
Muitas metas a serem cumpridas, vários planos no papel, casamento a vista, bons amigos, muitos compromissos e pouco tempo pra descansar.
“Ela tinha tudo pra dar certo”, foi o que eles pensaram. todos eles. mas não foi o que nenhum deles me disse. não diretamente.

Eu tinha tudo pra dar certo. E até hoje tenho que ouvir de terceiros como estaria minha vida se isso ou aquilo não tivesse acontecido. Infelizmente as pessoas ainda não aprenderam a guardar seus pensamentos destrutivos pra si. Pena.
Eu tinha tudo pra dar certo.
e dei.
Abri mão do que todos achavam que eram os maiores troféus que se conquista na vida. estão enganados. mergulhei num mundo novo com muito medo, sim, desse mar não ‘dar pé’ e me levar pro fundo. e por hora me levou mesmo. mas eu aprendi a nadar. olha só! eu tinha tudo pra dar certo. e dei! tinha tudo pra ter um futuro brilhante! e tive! e terei!
Eu tinha tudo pra dar certo. E hoje, depois de engolir muita água desse mar (e deixar ela escapar pelos olhos muitas vezes também), deito minha cabeça no travesseiro e fico em paz. eu dei certo! quem diria.
Olho pra dentro de mim e vejo uma casa sem sujeira. as cinzas foram retiradas. literalmente, foi sacudida a poeira. fim da culpa, fim do [eu] luto. não faz muito tempo que aprendi que, para todas as dores da vida – que, infelizmente, são inevitáveis – o remédio pra amenizá-las é se abrir pra cada uma delas e estar presente. e eu estive. senti tudo que precisava. e aqui estou. recuperada. inteira de novo. e com uma filha nos braços. sadia, linda. eu tinha tudo pra dar certo. e dei! E enquanto escrevo isso ela dorme em meu colo segurando meu braço (acreditem, depois de seis meses a gente aprende a fazer tudo com uma mão só!), como quem diz: “deixa isso tudo pra lá e aproveita esse momento comigo. ele vai passar”. e lá vou eu.
Eu tinha tudo pra dar certo.
e dei!

Deus não é um produto

Outro dia, ao entrar no Facebook, vi algo parecido com “indo buscar a Deus para refrescar a mente etc”. Desde então, isso não saiu da minha cabeça.

Vivemos num momento muito difícil para o cristianismo. E não é por conta de nenhum outro segmento religioso, senão o nosso. Ouvimos e vemos o evangelho sendo comercializado diariamente. E o pior: nos acostumamos e acomodamos com essa ideia, e algo tão cruel já não nos sensibiliza ou indigna mais. Por quê? O que está em jogo, sendo assim, é a falta de legitimidade que invade as igrejas – e os nossos corações.

Nos sentimos facilmente ofendidos quando algo é dito na mídia a respeito dos cristãos, quando algo falso é dito a respeito da nossa conduta de vida, quando somos afrontados ou questionados com relação a nossa fé. O mesmo não acontece quando vemos o evangelho sendo distorcido por grandes mestres que ajuntam para si multidões. O mesmo não acontece quando, dentro de nós, sabemos que estamos buscando a Deus interessados apenas nas mãos Dele. O mesmo não acontece quando julgamos alguém injustamente, pelo contrário, nos sentimos corretos e justos. O mesmo não acontece quando vemos que o nosso Deus se tornou um produto.

Ao pensar nisso, me lembro da seguinte passagem bíblica:

Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas,
e lhes disse: “Está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração’; mas vocês estão fazendo dela um ‘covil de ladrões’”.
Mateus 21:12,13

E sempre que a leio, fico criando essa cena na minha cabeça. O que será que as pessoas disseram de Jesus depois desse episódio? Aplaudiram, apoiaram ou ridicularizaram e julgaram erroneamente? Então, vem o mais importante: O que será que Jesus pensou ou fez dos comentários maldosos que ouviu a Seu respeito? Se chateou e, a partir dai, permitiu que o  comércio continuasse acontecendo no templo, ou continuou em paz com Deus porque sabia que havia feito o que era correto?

Então, tragamos essa reflexão para os nossos dias: o templo é o seu coração. As mercadorias comercializadas são as revelações guardadas no evangelho que muda a vida das pessoas um dia reveladas a você. Jesus é o dono do templo. Você (eu) é o comerciante… O que compra e o que vende. O que vê algo que foi dado de graça sendo “vendido” e aceita, sem questionar. Oferece algo que não lhe custou nada em troca de um preço. Compra algo que  lhe é oferecido mesmo sabendo que o dono de tudo já pagou no seu lugar (e muito caro!).

O que precisamos fazer é abrir os nossos olhos e o nosso coração para a realidade que toma conta dos nossos dias e não nos conformar. Deus não é um produto, e nem o seu evangelho. Deus não é como um remédio que buscamos na farmácia quando estamos precisando. Não é um produto exposto em prateleira que compramos quando falta no armário de casa. Deus não é uma roupa que você usa para esconder sua vergonha – Ele é aquele que quer tirar o que te causa vergonha e te tornar livre.

Deus é um ser supremo em misericórdia. É um Deus justo, mas seu maior atributo é o amor. Então, não se preocupe se, por acaso, você um dia tenha O encarado como um produto. Ele é hoje o mesmo de ontem e não faz menção aos nossos erros do passado. Acredite, se você se arrependeu, Ele já esqueceu. Peça pra que Ele te desfaça, e coloque dentro de você um amor tão grande e invulgar, o mesmo que levou Jesus a derrubar as mesas dos cambistas.

Que Deus possa nascer no nosso coração hoje e nos transforme naquilo que é agradável para Ele.

Com amor,

🌻

Cartas para Elisa #2

Filha,

Comecei essa carta sem saber bem o que escrever. Estou aqui sentada na cozinha pensando no que vou fazer para o almoço e, enquanto não decido, escrevo pra você.

Cada dia que passa ficamos mais próximas do nosso encontro. Hoje, ao abrir o aplicativo do celular que acompanha minha gravidez, vi a seguinte frase: “faltam 98 dias!” Mas já???? Meu coração gelou de medo, ansiedade, felicidade. Medo porque a gente aqui ouve tanta história sobre parto que é impossível não ficar nem um pouquinho tensa. Ansiedade porque quero tanto ter sua companhia… E felicidade porque eu sei que seu sorriso vai acabar com tudo que é ruim dentro de mim e vai me fazer sentir que tudo que passamos valeu a pena.

Ontem, antes de dormir, eu e o papai estávamos olhando as estrelas pela janela do quarto e falando do quanto elas brilham. Penso que você é a nossa estrela, que vai iluminar nossa vida, e o melhor: não só em algumas noites, mas por toda a vida.

O papai também não vê a hora de ter você aqui. Às vezes estamos deitados no sofá, na cama, sentados à mesa, e de repente ele diz: “imagina nossa filha aqui no meio…” e os olhos dele brilham, brilham tanto quanto as estrelas que vimos ontem à noite.

Você será muito amada, minha filha. Muito mais do que você imagina. Toda nossa atenção e cuidado estão voltados para você. Ainda estamos pensando na montagem do seu ninho físico, mas seu ninho de amor já está preparado desde muito antes de você vir a ser.

Com amor,

🌼